A avaliação do segmento ST é essencial na interpretação do eletrocardiograma (ECG), especialmente em pacientes com sintomas sugestivos de isquemia miocárdica. O supradesnivelamento do ST pode indicar condições como infarto agudo do miocárdio, tornando sua correta mensuração um passo crítico na análise do ECG.
Ponto de Referência para a Medida do ST
A medida do supradesnivelamento do segmento ST é feita a partir do ponto J, que marca a transição entre o final do complexo QRS e o início do segmento ST. A amplitude do deslocamento do ST é calculada em relação a um ponto de referência, que pode ser:
- Junção PQ: ponto mais confiável em pacientes com taquicardia ou deslocamento da linha de base.
- Segmento TP: usado quando a linha de base está estável, especialmente em casos de pericardite aguda.

Critérios para Supradesnivelamento do Segmento ST
Para que o supradesnivelamento seja considerado significativo e sugestivo de isquemia, ele deve estar presente em pelo menos duas derivações contíguas. Os valores de corte variam conforme a derivação e as características do paciente:
- Derivações V2 e V3:
- Homens com 40 anos ou mais: supradesnivelamento ≥ 2 mm.
- Homens com menos de 40 anos: supradesnivelamento ≥ 2,5 mm.
- Mulheres (independentemente da idade): supradesnivelamento ≥ 1,5 mm.
- Outras derivações (exceto V2 e V3):
- Supradesnivelamento de ST ≥ 1 mm é considerado anormal, independentemente do sexo ou idade.
Importância da Avaliação do ST
A correta identificação do supradesnivelamento do ST é fundamental para a identificação de oclusão coronária aguda. A interpretação deve sempre ser feita no contexto clínico do paciente, considerando histórico, sintomas e fatores de risco.