Localiza a via acessória pela polaridade da onda delta no plano frontal e pela transição precordial. E = lado · P = posterior/anterior · M = migração precordial (só vias direitas).
Etapa 1
Passo E · lado
“E” — quantos critérios? (1) onda delta negativa em D1 ou aVL; (2) R > S em V1
Limite do método
Estimativa pela morfologia de superfície — não substitui o estudo eletrofisiológico para a localização definitiva da via.
Ferramenta de apoio ao estudo e à decisão. O resultado não substitui a avaliação clínica do paciente.
Sobre: Algoritmo EPM
O algoritmo EPM localiza a via acessória na pré-excitação ventricular (padrão de Wolff-Parkinson-White) em até três passos. Cada letra é uma etapa: E define o lado, P separa vias posteriores de anteriores e M, a migração da transição precordial, refina as vias direitas.
Saber onde está a via ajuda a planejar a ablação e a estimar o risco do procedimento.
Como usar
Passo E: conte os critérios — onda delta negativa em DI ou aVL e R > S em V1. Nenhum indica via direita; um, septal esquerda; dois, lateral esquerda.
Passo P: veja a polaridade da onda delta em DIII. Negativa sugere via posterior; positiva, anterior.
Passo M (só vias direitas): observe se a transição da polaridade nas precordiais ocorre até V3 ou depois.
Como interpretar
Vias esquerdas: posterosseptal, anterolateral ou posterolateral esquerda.
Vias direitas: posterosseptal, posterolateral, anterosseptal ou anterolateral direita.
Limitações
Funciona melhor com pré-excitação máxima. Vias múltiplas, pré-excitação discreta ou cardiopatia estrutural reduzem a acurácia. A localização definitiva é feita no estudo eletrofisiológico.
Referências
de Alencar Neto JN, Sakai MH, de Almeida Neto RG, Scheffer MK, Alencar e Silva GPS, Cirenza C, et al. EPM algorithm: a stepwise approach to accessory pathway localization in ventricular pre-excitation. J Electrocardiol. 2024;84:1–8.