Critério de um único passo para o diferencial entre taquicardia ventricular e taquicardia supraventricular com aberrância. Meça o tempo de pico da onda R na derivação D2.
Etapa 1
Passo único · D2
Na derivação D2, o tempo entre o início do QRS e a primeira mudança de polaridade é ≥ 50 ms?
Meça do início do QRS até o pico da primeira onda R ou, em um complexo predominantemente negativo, até o nadir da primeira onda S.
Critério eletrocardiográfico isolado. Um tempo < 50 ms não exclui taquicardia ventricular; interprete junto aos demais achados e ao contexto clínico. Na dúvida em uma taquicardia de QRS largo, a conduta segura é presumir TV.
Ferramenta de apoio ao estudo e à decisão. O resultado não substitui a avaliação clínica do paciente.
Sobre: Algoritmo de Pava
O critério de Pava usa uma única medida para diferenciar TV de TSV com aberrância: o tempo de pico da onda R na derivação DII.
Na TV, a ativação começa fora do sistema de condução e se espalha de forma lenta; por isso, a primeira deflexão do QRS demora mais para atingir o pico.
Como usar
Escolha um complexo bem definido em DII.
Meça do início do QRS até o pico da primeira onda R — ou, se o complexo for predominantemente negativo, até o nadir da primeira onda S.
Compare com o corte de 50 ms.
Como interpretar
Tempo ≥ 50 ms: critério positivo, favorece taquicardia ventricular.
Tempo < 50 ms: favorece TSV com aberrância, mas não exclui TV.
Limitações
Os algoritmos de taquicardia de QRS largo foram derivados em populações selecionadas e perdem acurácia nas mãos de quem não os usa com frequência. Nenhum resultado afasta taquicardia ventricular com segurança: na dúvida, ou em paciente instável, conduza como TV. Por ser um critério isolado, interprete-o junto com os demais achados e o contexto clínico.
Referências
Pava LF, Perafán P, Badiel M, et al. R-wave peak time at DII: a new criterion for differentiating between wide complex QRS tachycardias. Heart Rhythm. 2010;7(7):922–6.