Quando usar: supra de ST ≥ 1 mm em qualquer derivação de V2 a V4 e quadro clínico compatível com SCA. Não usar se houver sinais óbvios de IAM anterior. Não usar QTc se FC < 60. Não usar se HVE.
Ferramenta de apoio ao estudo e à decisão. O resultado não substitui a avaliação clínica do paciente.
Sobre: Fórmula de 4 variáveis
Supra de ST discreto em V2–V4 pode ser variante normal (o chamado padrão masculino ou repolarização precoce) ou o primeiro sinal de oclusão da artéria descendente anterior. A fórmula de 4 variáveis combina quatro medidas do ECG para separar essas situações.
Ela atualizou a fórmula de 3 variáveis acrescentando a amplitude do QRS em V2.
Como usar
Confirme os pré-requisitos: supra de ST ≥ 1 mm em V2, V3 ou V4 e quadro clínico compatível com síndrome coronária aguda.
Informe o QTc por Bazett, a amplitude do QRS em V2, o supra de ST 60 ms após o ponto J em V3 e a amplitude da onda R em V4.
Resultado ≥ 18,2: sugere oclusão da descendente anterior.
Resultado < 18,2: favorece variante normal, sem afastar isquemia diante de quadro clínico sugestivo.
Limitações
Não use se houver sinais óbvios de infarto anterior, se a frequência for menor que 60 bpm (o QTc fica distorcido) ou se houver hipertrofia ventricular esquerda. ECGs seriados continuam essenciais.
Referências
Driver BE, Khalil A, Henry T, et al. A new 4-variable formula to differentiate normal variant ST segment elevation in V2–V4 (early repolarization) from subtle left anterior descending coronary occlusion — adding QRS amplitude of V2 improves the model. J Electrocardiol. 2017;50(5):561–9.
Smith SW, Khalil A, Henry TD, et al. Electrocardiographic differentiation of early repolarization from subtle anterior ST-segment elevation myocardial infarction. Ann Emerg Med. 2012;60(1):45–56.